PM Que Tirou A Vida Do Lutador Campeão Mundial Foi Solto Após Ele Rev… Ver Mais

O policial militar Henrique Velozo gravou, nesta semana, um vídeo público no qual pede perdão à família do campeão mundial de jiu-jítsu Leandro Lo, morto em agosto de 2022 após uma discussão em um evento musical em São Paulo. Nas imagens, ele afirma que “teve, infelizmente, que sujar as mãos” para preservar a própria vida e que carrega profundo pesar por tudo o que ocorreu naquela noite. A gravação foi feita logo após sua absolvição por legítima defesa no julgamento realizado na última sexta-feira (14).

O júri considerou que Velozo, então tenente da Polícia Militar, agiu em defesa própria ao atirar contra Lo depois de uma briga dentro de uma casa de eventos na Zona Sul da capital. O atleta ainda foi socorrido, mas não resistiu ao ferimento. O policial estava de folga e sem uniforme no dia do incidente, ocorrido durante uma apresentação musical. Após a confusão, ele teve a prisão decretada e se apresentou espontaneamente à Corregedoria da corporação.

O PM permaneceu preso preventivamente por mais de três anos, acusado de homicídio doloso com qualificadoras relacionadas ao risco coletivo e à impossibilidade de defesa da vítima. Após a sentença que o absolveu, Velozo foi libertado no sábado (15) e deve retornar às suas funções nos próximos dias. Seus advogados afirmam que ele passou por um período de forte transformação pessoal enquanto esteve detido, relatando que teria se aproximado mais da fé e encontrado forças para enfrentar o processo.

Versões, reações e desdobramentos

No vídeo divulgado, o policial evita detalhes sobre a dinâmica do confronto, mas afirma que chegou ao “limite” e que sua reação teria sido a única alternativa para não morrer. Ele dirigiu seu pedido de perdão à mãe, ao pai, à irmã e aos amigos de Leandro, reforçando que jamais desejou estar naquela situação. Durante o interrogatório no júri, Velozo declarou que foi atacado e ameaçado por lutadores que acompanhavam o atleta e que só sacou a arma para se proteger.

A defesa do tenente comemorou a decisão, afirmando que o acusado foi colocado em uma circunstância extrema. Já a família de Leandro Lo reagiu com indignação. A mãe do atleta expressou profunda revolta ao saber da absolvição, afirmando que sentiu como se tivesse enterrado o filho pela segunda vez.

O Ministério Público informou que recorrerá da decisão, avaliando que o julgamento apresentou fatores complexos que podem gerar questionamentos futuros. Leandro Lo tinha 33 anos na época da morte e acumulava oito títulos mundiais, sendo um dos nomes mais respeitados do jiu-jítsu internacional.

Em outra frente judicial, uma decisão recente anulou o ato administrativo que havia demitido Velozo da Polícia Militar. Com isso, ele retornou ao quadro da corporação e voltou a receber seus vencimentos mensais, superiores a R$ 14 mil. A Secretaria de Segurança Pública afirmou que ainda não foi oficialmente notificada sobre essa determinação, enquanto a corporação declarou que não comentaria decisões judiciais.

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